quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ser formado em Psicologia é igual ser Psicólogo?



Para quem não sabe, dois ícones do conservadorismo brasileiro - o pastor evangélico Silas Malafaia e a senadora ruralista Katia Abreu - são psicólogos. Ou melhor, se formaram em Psicologia e estão inscritos no Conselho Federal de Psicologia (CFP), embora não exerçam a profissão. Uma rápida pesquisa no Cadastro Nacional dos Psicólogos prova que ambos estão realmente inscritos e ativos em seus respectivos Conselhos Regionais (ver imagem abaixo). Deve haver algum motivo para manterem-se ativos, pagando a anuidade do CFP, mesmo que não exerçam a profissão e não precisem da Psicologia para viver. Afinal, ele é pastor e ela senadora e empresária pecuarista. Devem existir outras razões para utilizarem-se publicamente do título de Psicólogo. Razões, imagino, muito pouco nobres...


Com relação ao pastor Silas, não encontrei em seu site oficial (vitoriaemcristo.org) nem em seu perfil no Twitter, nenhuma menção à sua formação em Psicologia, o que apontaria para uma certa honestidade no uso que ele faz da alcunha de Psicólogo já que, efetivamente, ele não atua como um. No entanto, em debates públicos (como na audiência na Câmara dos Deputados ontem, veja o video no final do post), Silas costuma expôr o fato de ter se formado em Psicologia como que para respaldar e dar uma certa credibilidade "científica" à sua fala, mesmo que na realidade não haja nada de Psicologia, muito menos de ciência no que ele diz. Seu discurso é eminentemente religioso e político - e politicamente conservador



Por exemplo, em um discurso proferido na Câmara dos Deputados em 2011, Silas afirmou o seguinte (fonte): “Eu sou psicólogo também, e homofobia é sentir aversão a um homossexual e querer agredir, maltratar. Existe uma diferença entre criticar comportamento e discriminar pessoas. Eles fazem um jogo muito lindo: eles dizem que criticar comportamento é discriminação”. Fica claro que a afirmação "sou psicólogo" é utilizada na tentativa de validar o que ele diz em seguida. Um site gospel chega a afirmar o seguinte sobre esta questão: "O pastor se formou em psicologia clínica [???] e não exerce a profissão, mas faz com frequência menção a sua formação nas pregações aos fiéis". A formação de Silas aparece em destaque também em seus DVDs de auto-ajuda, por exemplo, no Vencendo a Depressão (ver abaixo). No entanto, importante ressaltar que as soluções apresentadas por ele para este e outros problemas, são eminentemente religiosas. Afirmar-se psicológo e vender fé como psicologia me parece mais uma estratégia comercial do que algo coerente e embasado nas teorias psicológicas - se a Psicologia é ciência ou não, discutirei em outro momento.




Segundo notícia do ano passado, O CRP-RJ recebeu diversas denúncias do movimento gay contra Silas, por suas declarações homofóbicas - que batem de frente com a Resolução 01/99 do CFP (o artigo 4° estabelece que "os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica"). Um processo disciplinar foi aberto contra ele e, ao que tudo indica, não deu em nada, pois sua inscrição no conselho permanece ativa. Questionada sobre o processo de Silas no CRP, a "Psicóloga Cristã" Marisa Lobo - que está com um processo disciplinar no CRP-08 pelos mesmos motivos - disse em uma entrevista se tratar de perseguição heterofóbica e religiosa e não acredita que ele será cassado. Será que ela terá a mesma sorte? 



Finalmente, com relação à Katia Abreu, a informação de que é Psicóloga, encontra-se destacada em seu perfil no Twitter, aparecendo antes mesmo do título de senadora. Em entrevista para a Agência Senado (ver aqui), ela disse o seguinte: "Eu estava no último ano de Psicologia. Pretendia ser uma grande psicanalista. E aí eu tive que tocar a fazenda. Tinha um filho de 4 anos, outro de 1 ano e estava grávida de dois meses. Um ano depois que meu marido morreu foi criado o estado do Tocantins, em 1988. Aí eu fui para a fazenda e comecei a trabalhar pra criar os meninos". Ao que tudo indica, ela nunca atuou como psicóloga. O que não consigo entender é porque, depois de tanto tempo atuando como política e empresária pecuarista, ela ainda paga a anuidade do CFP e afirma-se publicamente psicóloga. 


Uma questão importante, que gostaria de trazer como reflexão, é a seguinte: legalmente, qualquer pessoa que finaliza um curso de Psicologia, em qualquer universidade, faculdade ou centro universitário, e obtém um diploma válido, pode ser considerado Psicólogo. No dia seguinte à obtenção do diploma, esta pessoa pode atuar em qualquer área da Psicologia e, publicamente, apresentar-se e dar declarações com o título de Psicólogo. E mais: mesmo que a pessoa não atue ou nunca tenha atuado como psicólogo(a), ela pode falar o que quiser e dizer-se publicamente psicólogo(a). 
Não considero isso correto, haja vista que certas declarações acabam prejudicando a imagem e a credibilidade de toda a categoria, mas é assim que a coisa funciona no Brasil. Ao mesmo tempo, censurar é uma péssima opção. Alguém imagina alguma solução possível para este problema? 




Update 30/11/2012: Encontrei uma fala da Katia Abreu que deixa explícito que, como Silas, ela usa o fato de ter se formado em Psicologia em momentos estratégicos. Em uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça, ela deu a seguinte declaração  (fonte): "Sou psicóloga. E percebo que o governo tem uma obsessão compulsiva pelo gasto, que precisa ser tratado urgentemente". Ou seja, ela usa de sua "autoridade de psicóloga" para diagnosticar o governo. Que absurdo!
Comentários
19 Comentários

19 comentários:

Felipe Stephan Lisboa disse...

Segue depoimento de uma colega portuguesa no facebook: "'Ser' uma profissão e 'ter' um titulo académico não são necessariamente a mesma coisa. Actualmente, em Portugal, ter 'apenas' uma licenciatura em Psicologia não permite exercer a profissão de psicólogo, sendo necessário tirar um mestrado, fazer um estágio, defender publicamente uma tese. Em 2001, deveria ter concluído o meu curso de Psicologia, iniciado em 96 (licenciatura de 5 anos). Também por motivos familiares apenas concluí em 2011(voltei um ano para terminar). Com a reestruturação para Bolonha, na Europa, a licenciatura passou para 3 anos, o que faz de mim agora uma técnica de Psicologia, mas impedida de exercer até concluir o mestrado e defender a tese (serão mais dois anos). Independentemente dos timmings académicos, sem nunca ter exercido a profissão, jamais me auto-intitularia de psicóloga. Especialmente sendo esta uma profissão que exige experiência, estudo e aprendizagem permanentes, só conseguida pela práxis. Em Portugal, inclusivamente, há um debate pelo facto de psicólogos clínicos, educacionais, forenses, sociais não deverem exercer em áreas que não são a da sua formação, o que infelizmente acontece. A Psicologia só tem a perder com obscura conotação de pseudo ciência se os profissionais continuarem a permitir que qualquer um com um diploma e outra qualquer profissão se pronuncie como psicólogo, em qualquer parte do mundo!"

Tania regina Contreiras disse...

Nem o exercício da profissão e mil títulos acadêmicos assegura m que alguém é de fato um "psicólogo". Há algo mais que isso. É preciso mais que prática. É preciso ter vocação. Richard Hycner, em de Pessoa a Pessoa, fala que um psicólogo é formado ao longo da vida, das experiências vividas, do amor pelo ser humano, enfim...já tive oportunidade de ver belíssimos currículos acadêmicos, de profissionais nehuma vocação verdadeira e um autoconhecimento duvidável. Em sendo assim, é oba-oba mesmo. É evangélicos formando-se em psicologia e vendo o diabo em tudo e por aí afora...Sinais dos tempos. O que é real e o que é falso? Tempos difíceis e enganadores esse...

Daniel Grandinetti disse...

Esse problema é mais grabe ainda na Medicina! O cidadão faz 6 anos de um curso genérico e no dia após à conclusão do curso pode fazer cirurgias de toda espécie, diagnósticos e receitar o que bem entender. A propósito, grande parte do abuso no consumo de antidepressivos hoje no Brasil é devido ao fato de médicos não-psiquiatras receitarem essas coisas como água. Voltando à Psicologia, conheço um tanto de gente que nunca sequer fez terapia e que atua com a clínica. É mais um entre os inúmeros problemas da nossa profissão.

Ricardo B. Marques disse...

A questão é bem mais profunda do que isso. E aqui não é possível se discutir todas as suas implicações, qualquer tentativa nesse sentido leva a um reducionismo inaceitável, ficando por resíduo somente os posicionamentos político-ideológicos de cada lado da questão. Por exemplo, se está evidente que Silas Malafaia, em sendo um dos casos mencionados, se posta como psicólogo "para legitimar" posicionamentos que o autor do blog julga como ideológicos e não científicos, também é notório que o próprio autor faz o mesmo, quando usa, em tom crítico, o rótulo "politicamente conservador" como tentativa de desqualificar[?] alguém que pense ideológica e politicamente diferente dele. Questiona-se: a "verdade científica", então, estaria somente do lado da ideologia adotada pelo autor do texto e dos ditames de um grupo político que tomou o poder de um Conselho profissional e fez dele sua inexorável trincheira, e sempre contra a ideologia daqueles que não se encaixam no perfil determinado por esse grupo? Fato é que o meio psicológico está repleto de "profissionais" em pleno exercício da profissão, em dia com o CFP e os CRP, jamais molestados por estas entidades, contudo induzindo e manipulando seus pacientes com toda forma de ideologia e de crenças, do existencialismo "sartreano" e do ateísmo "nietzchiano" ao esoterismo mais estapafúrdio, passando por invencionices psicosociológicas aberrantes, a exemplo daquelas que afirmam ser gênero uma "construção social" e que transformama desorientações sexuais em "orientação" e fato natural inconteste. A verdade científica acaba sendo a que menos interessa nesses embates, já que esta, também, facilmente pode e costuma ser produto de manipulação de interesses particulares. Nessa confusão, o que acabada importando é, como historicamente se fez e faz, produzir inquisições pseudocientíficas que, a manipulação dos fatos, circunstâncias, interpretações e conclusões, até que se consiga que certos interesses ideológicos e políticos muito particulares tornem-se "verdades incontestáveis". E, claro, se tentando garantir, através do controle social, midiático e acadêmico, que qualquer possibilidade de contestação do establishment e do status quo ora dominante não tenha chance de se expressar - se possível, cadeia neles. Se não, pelo menos que se casse o registro profissional se tente calar tais "hereges" com a fogueira da calúnia, da desqualificação e da distorção dos fatos. E que fique claro que esta exortação nada tem de defesa da pessoa de Silas Malafaia ou de quem quer que seja, mas tão somente da exposição de uma situação inaceitável, contudo tão comum nestes tempos obtusos em que vivemos... Clamo por coerência e honestidade acima de tudo, o que anda cada vez mais raro.

Felipe Stephan Lisboa disse...

Concordo em partes com vc, Ricardo. O que coloquei em questão não é o posicionamento politico-religioso dele, afinal ele e qualquer um pode pensar e acreditar no que quiser, mas o que se fala dizendo-se psicólogo. Termino o post com uma interrogação, inclusive. Não concordo com ele, mas ele tem todo o direito (inclusive legal) de se expressar. Não proponho censurá-lo ou cassar seu registro profissional. Minha questão central é: basta ter um diploma de graduação para dizer-se psicólogo? Em outros países não é assim. E mesmo em outras áreas no Brasil. E mais: todo mundo que se forma em Psicologia pode sair por aí falando qualquer coisa em nome da Psicologia? Talvez a melhor resposta seja: Sim, todos podem falar tudo. Do contrário é censura, é ditadura. Ok. Talvez seja. Mas talvez alguma forma de regulamentação seja necessária. Talvez. Só talvez.

Fábio Fischer de Andrade disse...

Se "apenas" os profissionais seguissem o código de ética do CFP, sem interpretações, a categoria estaria mais bem vista na sociedade. Será que é tão difícil assim seguir as resoluções ?

A propósito, excelente seu blog Felipe. Gostei de seus posts. Abs.

Persona disse...

Porque os psicólogos não se preocupam com os Arquitetos que estudam psicanalise e viram psicanalistas ricos, famosos e com consultórios, já vi varias denuncias e nunca vi uma resposta sobre. Eu acho que a questão não é quem é e sim o que voce faz com a Psicologia.... concordo com Fabio, cada um deveria preocupar se com a ética e não com o nome, a realidade em Portugal é assim, sinto muito não vivo lá e não posso afirmar o porque... para ser diferente faça diferente vai estudar e não seja igual a ninguem

Maria Inês disse...

Gostei Tania. É exatamente isso, evangélicos se formando e vendo pecado em qualquer atitude humana.

Maria Inês disse...

Felipe, não me canso de lhe dizer que adoro o seu blog.
Achei muito pertinente o assunto, tendo visto que esse é um dos assuntos mais comentados das redes sociais.
Veja bem, creio que tenha que haver um esclarecimento profundo nos centros de formação de psicólogos. E claro um bom senso enorme, para que possamos perceber agindo desta forma idiota que eles agem estamos apenas acabando com a imagem que temos.
Aliás, será que agem desta forma pelo fato de não atuarem e não dependerem da Psicologia?


Um forte abraço.
E obrigada por mais um momento de reflexão.

Anônimo disse...

Eu não acredito no que esse cara está fazendo, sou só eu ou ele realmente é um cretino?

Anônimo disse...

Acredito que em nome da Psicologia não se pode falar tudo. Imaginemos então se em nome da matemática cada um falasse o que bem entendesse? Acredito que não funcionaria, e que simples somas seriam questionadas pela visão que cada um teria. Bom, é um exemplo Hipotético e bobo, mas gostaria de chamar a atenção para o fato de estarmos tabalhando com uma ciência e não com uma forma de se expressar, e se assim fizer então que seja dentro daquilo que um Psicólogo deve ter, a ética! REGULAMENTAÇÃO SIM!

Fabio Augusto disse...

Sou um estudante de Psicologia partindo para o terceiro ano, fiquei imensamente feliz em encontrar um blog tão bom. Sobre o que está sendo discutido aqui, creio que um cuidado maior com o título de psicólogo é mais do que bem vindo. Sabemos que existe um número infindável de competências devemos possuir enquanto profissionais e que parte considerável destas é obtida no exercício de nosso ofício, logo, a conclusão de curso nos torna como um esboço do profissional que devemos ser, o que faz de pessoas com o Malafaia um conhecedor da ciência sobre a qual também sabemos, mas sem a devida vivência na profissão, falta-lhe muito para ter o gabarito e respaldo que um psicólogo atuante tem. Ainda mais grave é alguém intitular-se psicólogo e utilizar sua posição de liderança na igreja para proferir palavras tão duras e que generalizam toda uma classe de pessoas. Neste caso o diploma é usado como forma de validar um discurso, mas as falas dele são vazias da humanidade e compreensão que o bom psicólogo precisa ter, na minha opinião. Felipe, parabéns pelo blog.

Carolina Riveros disse...

Gostei de seu blog e este assunto sempre me despertou reflexões.
Com certeza, ter o diploma e ser psicólogo (tomarei cuidado com o que vou dizer) é, num exemplo precário, a mesma coisa que ter habilitação para dirigir e dirigir de fato. E como (apesar de muitos burlarem) neste tipo de processo há uma reciclagem. E acho isso, sensacional! Penso que isso deveria acontecer com os psicólogos também. Conheço inúmeras pessoas que, não por incompetência, mas por falta de conhecimento, ou acesso à ele, não sabem, por exemplo, sobre nossos prontuários, muito menos, como fazê-los. Outra coisa que sempre me passou pela cabeça é a questão de quem pode dizer que você é um bom profissional? Controlar se você está seguindo a ética e a regulamentação é uma coisa (e aliás, correto ter esse tipo de controle), ver como e de que forma está tratando de alguém ou algum assunto é outro. Posso estar seguindo seriamente todo o protocolo e Manual do CRP, mas posso ser uma péssima profissional. Chamo de péssima profissional a pessoa que abusa do poder, manipula, distorce e etc.
É a mesma coisa com o Dr. Para mim, é quem faz doutorado, e não qualquer um vestido de branco. Que aliás, também é a representação de algo. Apesar de proibido, muitos ainda circulam com aventais fora do ambiente de trabalho.
Concordo com alguém que disse acima que a profissão psicólogo é feita de experiência vividas, algo assim. Mas, tenho ressalvas com relação à isso. Certas competências não são conquistadas através da vida, apenas. E acho, péssimo quando querem saber se você têm filhos por exemplo, com a ideia de que só uma mãe pode atender outra mãe. Costumo perguntar para essas pessoas, se quando vão aos médicos questionam os médicos sobre as supostas doenças diagnósticas. Só posso confiar em um oncologista, caso ele já tenha tido câncer? Concordo também com outra pessoa que comentou acima dizendo que há muitos outros profissionais fora da área, fazendo curso em Psicanálise e trabalhando por aí. Isso, me provoca de certa forma. É a mesma coisa do Coach. Sei que há pessoas competentes trabalhando com a Psicanálise, mesmo não sendo psicólogos de formação. Mas, sei também que há muitas, e muitas mesmo, que usam da Psicologia/ Psicanálise para ter respaldo e digamos "encerrar" a conversa com "eu estudei isso", "trabalho com isso", "sou isso". Ou ainda, usar em outros momentos do abuso do poder do psicólogo.
Gostei de seu blog. Parabéns!

Marisa disse...

Infelizmente ter cursado psicologia não faz da pessoa um ser inteligente. Faz um "opiniudo" que pode ser sensato ou não.

Ana disse...

Exato, Ricardo, o autor desqualifica os dois psicólogos não enquanto psicólogos, mas por serem conservadores!
O curso agora determina que os profissionais devam ser esquerdistas?

ganhar curtidas no facebook disse...

Sacanagem !

comprar curtidas instagram disse...

Excelente!

SEGURANÇA PÚBLICA - UMA QUESTÃO ATUAL disse...

Sou Bacharel em psicologia e terminei mestrado aqui no Brasil, de desenvolvimento humano com dissertação sobre psicologia forense. quero saber se é possível, me registrar como psicólogo em Portugal. me escrevam se souberem algo, agradeço, Martinez , sotribunaljuri@hotmail.com

Carlos Portela disse...

Também concordo. O texto expõe a fragilidade do currículo do psicólogo brasileiro e sua absurda e completa doutrinação política. Atualmente o estudante de psicologia depara-se, na filosofia, apenas com o marxismo. Ou então vê trechos de Nietzsche e Sartre para ser treinado a odiar religiões e comprar uma imagem anti-capitalista de Foucault como salvação da humanidade.