segunda-feira, 2 de julho de 2012

A "Psicologia Cristã" e os reformadores cruzados


Faz algum tempo que não atualizo o blog de maneira sistemática com textos meus, mas notícias recentes tem me motivado a escrever alguns posts, inspirados também em algumas leituras que venho realizando para o mestrado. Semana passada mesmo, reli alguns capítulos do clássico livro "Outsiders - Estudos de sociologia do desvio" (Ed. Zahar, 2008), do grande sociólogo americano Howard Becker, e é com base nele que vou tecer algumas considerações agora. O livro é uma obra-prima, recomendo a todos que se interessam pela problemática do desvio.



Bom, as notícias que me motivaram a escrever este post foram duas, basicamente. A primeira (ver link) é que o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) teria iniciado o processo de criação de um curso de pós-graduação em Psicologia Cristã. O CFP se posicionou contra e prometeu recorrer às instâncias competentes para evitar que tal curso se inicie, mas, o próprio UDF, segundo o blog do Paulo Lopes (link) negou a notícia, afirmando que "nenhuma discussão a respeito do referido curso foi submetida a qualquer instância dentro da instituição" e concluindo que o curso não será oferecido. No site do UDF não encontrei nada a respeito. Talvez seja boato, mas não duvido de propostas como essa, uma hora, virarem realidade. E o mais triste é que possivelmente haveria público para tal curso de pós-graduação. Ou não?


A segunda notícia é relativa à audiência, realizada na última quinta-feira, dia 28 de Junho, na Câmara Federal para debater o Projeto de Decreto Legislativo nº234/11 (que vem sendo chamado de Projeto de Cura Gay) de autoria do deputado evangélico João Campos (PSDB-GO), que visa a revogação de dois dispositivos da Resolução 01/1999 do CFP, que proíbe o envolvimento do psicólogo com qualquer atividade que favoreça a patologização da homossexualidade - o que inclui tanto pronunciamentos públicos quanto propostas de tratamento. O CFP, obviamente, se manifestou contra tal projeto (leia a carta de repúdio aqui) e, alegando desequilíbrio na escolha dos debatedores (quatro favoráveis à proposta e somente um contra), não compareceu à sessão como forma de protesto. A sessão foi tumultuada, com muito bate-boca e ânimos exaltados. Veja o video abaixo com a compilação de alguns momentos. Eu fiquei assustado!



Em outros momentos neste blog, já manifestei minha posição com relação às crenças e atitudes da tal "psicóloga cristã" e, anteriormente, da "psicóloga missionária" (quem se lembra dela?). Que fique claro meu apoio ao CFP nesta questão. Em outras questões - como na luta pelas 30 horas - considero o engajamento do CFP equivocado, mas não neste caso. Esta pretensão de "curar gays" é tão moralista e antiquada que fico consternado como tem pessoas que defendem isso. E não simplesmente defendem, mas defendem entusiasticamente. O que mais me impressiona é como algumas pessoas e grupos se engajam em verdadeiras cruzadas que visam não a criação e consolidação de direitos, mas a retirada ou a não aquisição de direitos por certos grupos minoritários. E é por este caminho que gostaria de analisar as atuações de certas pessoas e grupos conservadores que, na linguagem de Becker, podem ser chamados de reformadores cruzados



Mas vamos antes de explicar o que Becker entende por reformadores cruzados, gostaria de trazer brevemente sua concepção de desvio. Para ele desvio não é algo natural ou inerente à pessoa, mas uma infração à uma regra criada e imposta por determinado grupo - mas não necessariamente por outros grupos. Para ele, nenhum comportamento é desviante em si. Em determinado contexto, determinada atitude pode ser considerada desviante, mas não em outro. Por exemplo, para muitas pessoas e grupos em nossa sociedade, ser gay é considerado algo desviante, mas esta concepção não vale dentro de uma boate gay ou em uma parada gay. Nestes espaço, ser gay é a norma. Para Becker, "desvio não é uma qualidade simples, presente e alguns tipos de comportamento e ausente em outros. É antes o produto de um processo que envolve reações de outras pessoas ao comportamento". Desta forma, a homossexualidade não pode ser considerada algo desviante em si, mas desviante apenas àqueles grupos que a consideram uma doença, um pecado ou uma abominação.



A definição de Becker pode até parecer meio boba, simples demais, mas tem profundas implicações. Concepções tradicionais do desvio, identificam-no, por exemplo, com aquilo que escapa da média estatística ou com aquilo que é patológico. Na primeira concepção, ter o cabelo ruivo ou ser canhoto, condições "anormais" estatísticamente, faria da pessoa um ser desviante (ou "outsider", na linguagem de Becker), o que é criticável, visto que somente em determinados contextos (mas não em todos) tais características são vistas como desviantes. Na segunda perspectiva, haveria uma identificação entre aquilo que é desviante e aquilo que é patológico, o que não é verdadeiro na maioria dos casos. Um assaltante, por exemplo, pode ser considerado um desviante, pois desvia de uma norma aceita em nossa sociedade, mas não é necessariamente portador de uma patologia. Este é um dos equívocos cometidos pela psicóloga cristã e seus coleguinhas evangélicos. Por considerarem a homossexualidade um comportamento que desvia do que consideram "normal" (que seria o relacionamento homem-mulher), podiam simplesmente dizer que a homossexualidade é um pecado. Segundo seu sistema de crenças, seria o mais correto à dizer. Mas não: afirmam que ser gay é uma doença. Ou seja recorrem ao vocabulário médico, sendo que a própria classe médica não defende isso mais - é óbvio que existem médicos que defendem, mas, desde a retirada da homossexualidade do DSM na década de 70 e do CID na década de 90, a homossexualidade não é mais considerada oficialmente doença pela medicina. Mas isto não importa para eles, o que importa é o que está escrito na Bíblia e isto não muda jamais, não é mesmo? (o curioso é como as interpretações da bíblia são variadas e mutantes) E é em função de crenças profundamente arraigadas, que se engajam no que Becker chama de cruzado moral.


Para o autor, o desvio surge após e como consequência de uma regra (que pode tomar o formato de uma lei ou não) ser criada. Com relação aos criadores de regras, Becker afirma que uma de suas variedades mais comuns, é o reformador cruzado. Becker o define da seguinte forma (e percebam a semelhança com as atitudes da tal psicóloga cristã e de seus coleguinhas):

"[O reformador cruzado] está interessado no conteúdo das regras. As existentes não o satisfazem porque há algum mal que o perturba profundamente. Ele julga que nada pode estar certo no mundo até que se façam regras para corrigi-lo. Opera com uma ética absoluta; o que vê é total e verdadeiramente mal sem nenhuma qualificação. Qualquer meio é válido para extirpá-lo. O cruzado é fervoroso e probo, muitas vezes hipócrita. É apropriado pensar em reformadores como cruzados porque eles acreditam tipicamente que sua cruzada é sagrada (...) O cruzado moral é um intrometido, interessado em impôr sua própria moral aos outros".

Com relação ao trecho "opera com ética absoluta", vale ressaltar que tal ética é pessoal e muitas vezes pode colidir com outras éticas, como a ética profissional, por exemplo. É o caso da psicóloga cristã, que está com um processo sendo movido contra ela pelo CRP-08. De uma forma geral, nesta definição Becker aponta que a crença na existência do Mal (leia-se: a homossexualidade, as drogas, o aborto) é tão forte que a luta para que ele deixe de existir se torna apaixonada. Com isso, a emoção parece prevalecer sobre a razão. O Mal precisa ser extirpado de qualquer jeito e urgentemente. Não há outra saída. Os cruzados morais sentem-se conduzidos diretamente por Deus para fazer o que fazem e dizer o que dizem. Por isso não sentem medo. Podem ser criticados por uma considerável parcela da sociedade, mas contam com o apoio de muitos - e o essencial: tem a tutela de Deus, o próprio. Desta forma, se você elogia suas atitudes, eles dizem: "Isto só confirma a validade e importância da minha missão"; se você os critica, eles se dizem perseguidos e concluem: "Isto só confirma a validade e importância da minha missão. Somos perseguidos tal qual Jesus o foi". Ou seja, não há saída, eles estão sempre certos!



Em outro trecho, Becker afirma que os reformadores cruzados, normalmente situados nas camadas superiores da hierarquia social, costumam ter fortes motivações humanitárias, buscando, de modo tipico, "ajudar os que estão abaixo deles a alcançar um melhor status". O problema, aponta ele, "é saber se os que estão abaixo deles gostam sempre dos meios propostos para sua salvação". Esta é uma questão central do polêmico PDL 234. Permitir aos psicólogos tratar a homossexualidade significa considerar comportamentos homossexuais se não patológicos pelo menos problemáticos. Mas os gays querem ser tratados? Acredito que a maioria não, mas alguns sim. Mas por que querem ser tratados? Provavelmente porque tem uma visão negativa da homossexualidade, considerando-se pecadores ou doentes ou, no mínimo, diferentes. Mas por que vêem-se desta forma? Não vejo outra resposta possível: porque grupos sociais majoritários concebem tais comportamentos como pecaminosos ou doentios e disseminam esta visão pela sociedade. Desta forma, na minha visão, ao abrir a possibilidade de tratar a homossexualidade, oficializa-se a visão de que a trata-se de um problema, o que faz com que o homossexual, sentindo-se problemático, resolva procurar ajuda. Em suma, o processo funciona mais ou menos como no cartum abaixo.



Com relaçãoao destino das cruzadas morais, Becker aponta que elas podem tanto obter o sucesso desejado quanto um fracasso retumbante. Uma cruzada bem-sucedida, segundo ele, normalmente implica no estabelecimento de uma regra ou um conjunto de regras, assim como de mecanismos apropriados de imposição. Por exemplo, a cruzada cristã poderá ser considerada bem sucedida se, por exemplo, conseguir aprovar o PDL 234 e evitar a aprovação da PLC 122, que criminaliza a homofobia. No entanto, Becker aponta para um fenômeno curioso: quando um individuo atinge seu objetivo - ou seja, encontra seu Santo Graal - algumas vezes ele perde sua ocupação. "A cruzada que absorveu tanto de seu tempo, energia e paixão está encerrada". Segundo ele, da mesma forma que a ocupação de um homem pode se tornar fonte de sua preocupação, sua preocupação também pode se tornar sua ocupação. Assim, o que fazer depois de finalizada uma missão? Muitas vezes, o sujeito se engaja em outra. Segundo Becker, este homem, "confuso, pode generalizar seu interesse e descobrir algo novo para encarar como alarme, um novo mal acerca do qual algo deve ser feito. Torna-se um descobridor profissional de erros a serem corrigidos, de situações que demandam novas regras". Alguns reformadores cruzados, mais perspicazes, se envolvem logo com várias causas. Se, por acaso, uma for fracassada, ainda restam outras. Além da cruzada anti-gay muitos se envolvem, por exemplo, em movimentos contra a legalização das drogas e do aborto ou a favor das comunidades terapêuticas.

No caso de uma cruzada malsucedida, que não alcançou seus objetivos e/ou não consegue mais adeptos, Becker aponta para dois caminhos possíveis. No primeiro, os reformadores cruzados simplesmente desistem de sua missão original, tentando preservar o que resta da organização construída. No segundo, o movimento malogrado pode aderir a outras missões cada vez menos populares. Segundo o autor, os moralizadores derrotados, tornam-se, eles próprios outsiders, "continuando a esposar e pregar uma doutrina que soa cada vez mais esquisita com o passar do tempo". Fraternalmente, é o que espero que aconteça com todos esses reformadores cruzados conservadores e homofóbicos. Mas, por enquanto, só desejo uma coisa a eles:

Comentários
10 Comentários

10 comentários:

Anônimo disse...

Bem, doutor: De fato, qualquer "coleguinha evangélico" que disser que a homossexualidade é uma doença, está em contradição com a própria teologia e a bíblia! Quem insiste nessa bobagem - de que pra nós "coleguinhas" a homossexualidade é doença - são aqueles que querem quase que desesperadamente, "taxar os evangélicos de preconceituosos e etc"! Nem a bíblia nem a teologia, tem a hom ossexualidade como doença! Agora, dizer que quem é gay, é por determinações genéticas e que não pode ser mudado, é no mínimo precipitar-se! Ainda não há estudos científicos conclusivos, que façam disto algo digno de aceitável como verdade científica. O que há, são especulações e teorias por parte de alguns cientistas, que são muito "simpáticos a esta causa", o que faz de suas conclusões um tanto quanto suspeitas. Conversando com uma "coleguinha sua de profissão", ela disse não existem estudos que possam dar base firme a esta conclusão; e mais: Afirmar que não existe ou não possa existir ex-gay, não tem apoio científico! O "fenômeno ex-gay", nunca foi objeto de estudo científico. Outra coisa: Eu disse pra uma psicóloga atéia, pró-LGBT, que era um ex-gay! Ela disse que eu deveria ser analisado, para "descobrir o que havia de errado comigo"! Já pensou?! Ha mais de 15 anos não dou meu rabo pra ninguém, me relaciono tranquilamente com mulheres... E querem descobrir o que há de errado comigo!! Ô.ô Sabe o tal do exame da mancha de tinta no papel? Acho que os pró-LGBT e os "coleguinhas" deles, são assim: Agente mostra, mas vocês vêem o que lhes convêm.

Anônimo disse...

Bom dia Felipe,

Acho que entendo a sua revolta com tudo isso, mas para os cristãos sempre foi e é pecado, a biblia não diz que os homossexuais são deficientes físicos ou mentais, mas deficientes espirituais, e que há possibilidade desta situação ser revertida. Poderia falar mais mas estou sem tempo...

**Sheise Madder** disse...

OI!
Creio que realmente é muito imaturo fazer declarações sobre o que está ou não provado sobre o "ser gay"... tenho vários amigos que o são e só posso afirmar que eles sofrem bastante, não apenas em razão das pressões sociais, mas, principalmente, pelos próprios principios morais e éticos que estes tenham adquirido durante a vida...gostemos ou não somos seres sociais e as cobranças e punições sempre ocorrerão...a única coisa que podemos fazer é aprender a respeitar o que cada um é... enquanto esse modo de vida, na verdade, não implica em nenhum prejuizo para a sociedade.

Deveríamos ser mais rígidos com aqueles que cometem crimes, independente de saber que estes tbm são resultado de sua própria história... no entanto não podemos ser condecendentes com o crime...já a orientação sexual é uma particularidade de cada sujeito.

Do mesmo modo que ofender uma mulher, um negro, um obeso é errado ocorre o mesmo com os homossexuais... só não creio que fazer deles uma "classe" protegida com direitos diferenciados seja algo correto.

Direitos e deveres iguais a todos... respeito idem...

Visite meu blog e deixe uma crítica por lá também!

misturebabrasilspab.blogspot.com.br


Abraços

Fabiano disse...

Não existe ex-gay?
Eu provo que sim, existe. Conheço três... Um deles, inclusive, hoje é meu cunhado, casado com a minha irmã, duas filhas lindas.
Não existe ex-gay... Hunf. Só vocês que acreditam nisso. Um malandro desmunhecado lançou esse papo no ar, e vocês, por benefício próprio, se escoraram nassa muleta!
Vem com papinho que é natural, que até os bichos praticam o homoxessualismo e bla bla bla...
Peraí... Vamos começar a praticar a pedofilia, o incesto e fazer sexo na rua, pois os animais assim fazem. Ah, pára!!!

rearaujo disse...

Bom, eu entendo seu discurso politicamente correto e, acredito que as manifestações da bancada evangélica tem sido, muitas das vezes, expressas de maneira errada, pois, em nenhuma passagem bíblica há afirmações de que os homossexuais são doentes. Mas, se alguém entende dessa maneira, independente de ser evangélico ou não, entende assim porque está carregado de preconceito e isso não se restringe ao grupo evangélico/católico.
O que eu acho é que essa discussão sempre tem como pano de fundo "os psicologos cristãos", mas, essa questão está na nossa sociedade e não apenas nesse grupo.
Eu fico chocada, com certeza, com as falas de alguns que se dizem "cristãos" e vão totalmente contra àquilo que está na bíblia, com relação a esse assunto, mas também fico incomodada que só essa classe acaba sendo pivô dessas discussões sobre esse assunto da homossexualidade.

Acredito que, o preconceito, infelizmente, existe e ele está nas pessoas, independente delas seguirem uma crença ou não, portanto, acho que ficar atacando só um grupo, todas as vezes, não é a melhor solução, pois, traz um discurso politicamente correto.

Abraços

Anônimo disse...

Coitado de vc... não sabe por quem está lutando. O incentivo ao comportamento gay de forma intensiva, tem um objetivo mutio claro. Junto com o aborto livre, a eutanásia, é só mais uma forma de controle populacional. Sabia que sexo entre homens não gera filhos? E tudo isso é patrocinado pelas fundações ford, macartney,e esquerdistas revoltados com o dinheiro dos rotschild. Eu sugiro que vá estudar um pouco os documentos dessas fundações, e vc verificará o que eu estou dizendo. entre em seus sites, tem tradução em protuguês. Com essas políticas, eles ajolharão os países, e poderão dominá-las, pois elas não conseguirão repor a sua própria população. Então vc é só mais uma vítima dos fdp que governam esse mundo. Mas no Brasil, tenatr explicar essas coisas, é dar murro na água...

Natali Brust disse...

Voce se diz "especialista" em Ciências humanas, mas coloca quadrinhos que expressam, mais a irrealidade do que os fatos considerados. Eu "NUNCA" vi ninguém batendo na cara de Gay com a Bíblia. Como uma pessoa, esclarecida como o senhor, se propõe a divulgar mensagens como estas? Francamente, diante de tais quadros sou desmotivada a ler o que posta aqui, mas afinal, tem muita gente preconceituosa que adoraria seguir o seu blog.

Felipe Stephan Lisboa disse...

Cara Natali, quadrinhos, charges e cartuns não são a reprodução fiel da realidade, mas representam ideias de uma forma metafórica. Eles exageram a realidade para critica-la. É óbvio q ninguém sai por aí batendo em gays com bíblias, mas existem outras formas de violência além da física. A violência simbólica é uma delas. O quadrinho representa de uma forma metaforica esse tipo de violência. Um abraço.

Anônimo disse...

A psicologia muitas vezes falha em se confiar plenamente em seus estudos,tudo na vida precisa de equilíbrio ate nos cristãos muitas vezes falhamos em ficarmos em nosso mundinho religioso, julgando todos que fiquem contra nossas crenças, porem Deus que e inexplicavelmente aquele que nos amou primeiro, não espera que o amemos para que ele nos ame. assim,a atitude homossexual e abominavel para Deus, mas a pessoa homossexual Deus a ama.
voce e um rapaz muito inteligente, ousado, que tem a coragem que poucos tem.
sou estudante de psicologia, gosto dessa area, admiro-a, porem sei que como todas as outras profissoes tem suas falhas e seus acertos.
Por isso,antes de julgar uma determinada area, pense que mais tarde voce pode mudar de ideia quanto a seus comentarios e talves seja tarde demais.

Isabella Veloso disse...

Felipe, os comentários complementam o seu texto de forma brilhante! Adorei! :-)