quarta-feira, 29 de julho de 2015

Psicologia e Tortura: uma perigosa relação

A Psicologia esteve e ainda está em grande evidência nos Estados Unidos nas últimas semanas. O motivo, infelizmente, não é nada positivo ou nobre. Tudo começou em 2014 quando o jornalista do New York Times James Risen publicou o livro "Pay Any Price: Greed, Power, and Endless War" [Pagando qualquer preço: ganância, poder e uma guerra sem fim], no qual acusava a Associação Psicológica Americana (American Psychological Association/APA), principal entidade representativa dos psicólogos norte-americanos, de contribuir com a tortura de prisioneiros políticos durante o governo Bush. Na época, a APA negou tal acusação, publicando uma nota explicativa em seu site. No entanto, a diretoria executiva da associação encomendou uma investigação independente para averiguar possíveis ligações de seus diretores e associados (cerca de 130 mil) com políticas e práticas de tortura - o que é proibido pelo código de ética da APA. Cabe ressaltar que tal proibição foi "flexibilizada" em 2005, quando a associação permitiu que psicólogos atuassem como "consultores" em interrogatórios, ou melhor, em "processos de coleta de informações relacionados com a segurança nacional".

A investigação, conduzida pelo promotor David Hoffman, foi concluída este mês com a publicação de um relatório de 542 páginas, que já vem sendo chamado de "Relatório Hoffman", cuja conclusão vai de encontro às expectativas da APA. De fato, o que o relatório expõe é que tanto dirigentes da APA (com destaque para o diretor do Departamento de Ética da entidade, Stephen Behnke) quanto diversos associados trabalharam ativamente junto a funcionários do Departamento de Defesa (DoD), do Pentágono e da CIA com o objetivo de legitimar ou facilitar a tortura de detidos políticos durante o governo Bush. Esta "facilitação" teria envolvido tanto a emissão de orientações éticas que endossaram a política de interrogatórios elaborada pelo DoD quanto a participação direta de psicólogos em "interrogatórios severos" (leia-se: tortura) na Baia de Guantânamo, em Abu-Ghrabi e em outros lugares. 

Como aponta o relatório, as agências do Governo "queriam, alegadamente, diretrizes de ética permissivas, para que os seus psicólogos pudessem continuar a participar em técnicas de interrogatório severas e abusivas, usadas por estas agências depois dos ataques de 11 de setembro". O documento aponta também que "o principal motivo da APA para agir desta maneira foi garantir favores do departamento de Defesa. Mas houve outros dois importantes motivos: criar uma boa resposta de relações públicas e manter o ilimitado crescimento da psicologia nesse âmbito". É interessante constatar, neste sentido, que, como aponta esta reportagem, cerca de 7% dos psicólogos associados à APA - ou seja, quase 10 mil profissionais - trabalham para o Departamento de Defesa dos EUA seja como clínicos, no atendimento aos veteranos de guerra, seja como investigadores - e mesmo interrogadores. 

Em resposta a este relatório, a APA afirmou que irá rever as suas políticas e proibiu seus psicológicos de participarem diretamente em interrogatórios. Além disso destituiu diversos diretores, dentre eles Stephen Behnke, considerado o “chefe” da conspiração entre a APA, o Pentágono e a CIA. Outros foram aposentados compulsoriamente, como o diretor executivo da APA, Norman Anderson, o subdiretor executivo, Michael Honaker e a chefe de comunicações, Rhea Farberman. A psicóloga e ex-presidente da APA, Nadine Kaslow, que coordenou a comissão investigadora independente, afirmou ainda: "O propósito da organização não foi permitir que fossem aplicados métodos abusivos de interrogatórios ou contribuir para violar os direitos humanos, mas estes foram os resultados". E emendou: "Lamentamos profundamente, e pedimos perdão pela conduta e as consequências que teve". Importante salientar que não é de hoje que psicólogos - teoricamente profissionais dedicados à saúde e ao bem-estar da população - se envolvem em atividades escusas e imorais.

No livro Ministério do Silêncio, o jornalista Lucas Figueiredo, aponta que muitos psicólogos brasileiros contribuíram, durante a ditadura militar brasileira, no treinamento de agentes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SNI, hoje Abin) que espionavam e entregavam indivíduos supostamente subversivos para o DOI-CODI (órgão repressor do exército). Muitos destes corajosos rebeldes foram torturados e vários mortos. E nós demos a nossa contribuição para isso... E é triste constatar que ainda hoje, diversos psicólogos (e pior: a própria associação dos psicólogos!) estejam envolvidos em atividades escusas como essas. Espero que este escândalo envolvendo a APA contribua para o afastamento definitivo dos psicólogos de tais atividades e também para que o conhecimento psicológico seja utilizado para ajudar e nunca para prejudicar ou torturar qualquer ser humano.

terça-feira, 28 de julho de 2015

A crise da psiquiatria contemporânea e o poder das psicoterapias

Segundo o psiquiatra Richard Friedman, no excelente artigo "Psychiatry’s Identity Crisis", publicado pelo New York Times no último dia 17 de Julho, a psiquiatria contemporânea se encontra em uma crise - mais uma, dentre tantas pelas quais passou desde sua criação no século XIX. Segundo Friedman, ao mesmo tempo que as pesquisas em neurociência não trouxeram qualquer retorno significativo para a prática clínica em psiquiatria, como muitos esperavam, os medicamentos (base do tratamento psiquiátrico moderno) evoluíram muito pouco desde as décadas de 50 e 60, quando os primeiros remédios psiquiátricos foram lançados, e continuam tendo como alvo os mesmos receptores e neurotransmissores no cérebro que seus precursores (certamente os medicamentos modernos geram menos efeitos colaterais que os mais antigos, no entanto, seus efeitos "positivos" continuam basicamente os mesmos, a despeito do que diz a indústria farmacêutica). Ou seja, a esperança de que as pesquisas iniciadas na "década do cérebro" resultassem em consideráveis avanços para a clínica não se concretizou. Mesmo terapias biológicas modernas como a Estimulação Magnética Transcraniana tem mostrado efetividade limitada - além disso, trata-se de um método invasivo sobre o qual pouco se sabe a respeito de sua segurança a longo prazo.

Uma possível saída para este impasse passaria, surpreendentemente, por um retorno às psicoterapias. Segundo Friedman, inúmeros estudos tem apontado para o tratamento psicoterápico como sendo tão eficaz quanto as medicações psicotrópicas para os transtornos psiquiátricos comuns, como depressão e ansiedade. Além disso, segundo o autor, a maioria dos norte-americanos prefere, claramente, psicoterapia do que medicação - de acordo uma meta-análise realizada pelo pesquisador R. Kathryn McHugh e seus colaboradores, os pacientes pesquisados eram três vezes mais propensos a preferir psicoterapia do que drogas psicotrópicas. Friedman aponta, no entanto, que apesar de uma maior preferência geral, as pessoas tem se dedicado cada vez menos aos tratamentos psicoterápicos em função de seus elevados custos e da baixa disponibilidade de profissionais nos ambulatórios (pelo menos nos Estados Unidos). Ao mesmo tempo, o uso de medicações psiquiátricas tem aumentado consideravelmente ao longo dos anos, o que aponta para um abismo entre o tratamento que as pessoas desejam ter e aquele que, de fato, possuem condições de arcar. 

Finalmente, aponta Friedman, muitos dos pacientes que chegam os consultórios psiquiátricos possuem um histórico de trauma, abuso sexual, pobreza ou privação, problemas para os quais não há qualquer solução biológica possível. Da mesma forma, questiona o psiquiatra, seria equivocado conceber problemas como a depressão e a ansiedade meramente como problemas cerebrais passíveis de intervenção medicamentosa. Segundo ele. "o fato de todos os sentimentos, pensamentos e comportamentos necessitarem da atividade do cérebro para acontecer não significa que a única ou a melhor forma de mudá-los - ou entendê-los - é com a medicina". Isto significa que nem sempre os transtornos psiquiátricos podem ser adequadamente tratados com terapia biológica. Os transtornos de personalidade, por exemplo, seriam geralmente pouco responsivos a medicações psicotrópicas, mas muito tratáveis com vários tipos de psicoterapia. Segundo Friedman, "muitas vezes não existe nenhum substituto para a auto-compreensão que vem com a terapia". Um psiquiatra, certamente, pode melhorar consideravelmente o humor e diminuir a frequência e a intensidade de quadros psicóticos de seus pacientes prescrevendo determinadas medicações. No entanto, como aponta Friedman, "não existe uma pílula - e provavelmente nunca existirá - para quaisquer dos problemas emocionais dolorosos e perturbadores a que estamos sujeitos, como raiva narcisista e ambivalência paralisante, para citar apenas dois". E é neste sentido que o autor finaliza seu texto dizendo que ainda que ele próprio seja extremamente favorável à pesquisa neurocientífica e acredite que entender o cérebro possa contribuir para o entendimento dos transtornos mentais, "nós somos mais do que um cérebro em um frasco. Basta perguntar a qualquer um que tenha se beneficiado de uma psicoterapia". 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

"Desemprego de colarinho-branco" e o declínio do sonho americano

Simplesmente sensacional o livro "Desemprego de colarinho-branco: a inútil busca do sucesso profissional", escrito pela ensaísta/ jornalista/ feminista/ socialista Barbara Ehrenreich. Trata-se de uma crítica mordaz e avassaladora tanto da ilusão do sonho americano de que o sucesso é consequência inevitável do trabalho árduo, quanto da cultura individualista do "pensamento positivo" disseminada por terapeutas, gurus e coaches de todo tipo, segundo a qual para conseguir o que se quer basta acreditar e pensar positivo (e caso não consiga, lembre-se: a culpa é exclusivamente sua). Ehrenreich, autora de inúmeros outros livros de critica social, já havia tratado do tema do pensamento positivo na sua memorável e demolidora obra "Sorria: como a promoção incansável do pensamento positivo enfraqueceu a América", publicada há pouco tempo no Brasil, só que desta vez seu foco é outro. 

Em "Desemprego de colarinho-branco", Ehrenreich finge, por cerca de um ano, ser uma profissional de Relações Públicas desempregada - ou melhor, "em transição" - e, portanto, em busca de algum emprego razoável em uma empresa razoável. Para conseguir tal objetivo, a autora se infiltra no mundo dos desempregados de colarinho-branco, ou seja, daqueles profissionais que possuíam bons salários, se dedicaram por anos a fio a uma empresa e, de uma hora para outra se viram desempregados (como afirma a autora, a lealdade cobrada dos funcionários, muitas vezes não é retribuída pela empresa). Para conhecer esse mundo, a autora se aventura pelo bizarro universo dos coaches, dos orientadores de carreira, dos gurus do pensamento positivo, dos pregadores da teologia da prosperidade e, no meio do caminho, conversa com dezenas de pessoas desempregadas que, a despeito de todo o sofrimento e dificuldade que passam por estarem sem emprego e endividadas, eram forçadas ou, pelo menos sugestionadas, a se manterem em contínuo estado de pensamento positivo, de "pró-atividade", "de atitude vitoriosa" e de "paixão" - caso queiram ser contratadas por alguma empresa, obviamente. 

A conclusão da autora, após uma complexa jornada pelo mundo corporativo, é desanimadora: o sonho americano não passa de um sonho. Como afirma na conclusão do livro, "se alguém pode dar um testemunho confiável do declínio do sonho americano, esse alguém é o colarinho-branco desempregado - as pessoas que 'seguiram as regras', fizeram 'tudo certinho' e, mesmo assim, terminaram arruinadas". Mas sua conclusão não é simplesmente pessimista. Segundo Ehrenreich, é imperativa a união dos desempregados norte-americanos em prol de lutas comuns como o aumento do seguro-desemprego, e a cobertura universal do seguro saúde. Segundo a autora, no genial último parágrafo do livro, é necessária 

"uma mudança psicológica, para dar o salto da solidão desesperada para a ação coletiva. Mas este não é o tipo de transformação imaginada pelos orientadores de carreira. Os desempregados e empregados intranquilos precisam não de 'simpatia', mas da capacidade real de estender a mão para os outros e envolvê-los em um projeto comum, que inclua,idealmente, outros muito diferentes, como os trabalhadores de baixa renda cronicamente estressados. Eles não precisam de uma 'atitude vitoriosa', mas de uma qualidade mais profunda e mais antiga, uma que nunca ouvi ser mencionada em minha procura por emprego, que é coragem: a coragem de se unir e lutar pela mudança, mesmo diante de uma avassaladora desvantagem".

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Sobre o novo livro do Dr. Yalom: Criaturas de um dia

Maravilhoso o livro novo do escritor e psicoterapeuta Irvin Yalom, "Criaturas de um dia", recém-lançado pela editora Agir. Se você não leu nada do escritor até hoje, está é uma ótima oportunidade para adentrar em sua obra. Agora, se você, como eu, já ama os livros (e a pessoa) do Yalom, então eu aposto que você não vai se decepcionar. Na mesma linhagem de outros livros sensacionais como Mamãe e o sentido da vida, O carrasco do amor e De frente para o sol - e dialogando também com Desafios da terapia - "Criaturas de um dia" traz dez maravilhosas histórias de terapia. São histórias simples porém profundas, contadas com sua honestidade e sensibilidade particulares - que transparecem mesmo em seus romances (para constatar basta ler Quando Nietzsche chorou, A cura de Shoppenhauer ou Mentiras no divã). Sério, ainda está para nascer um escritor com o talento de Yalom para retratar a profundidade que é o processo psicoterapêutico. Ninguém faz isso como ele. Alguns tentam, como faz o argentino Gabriel Rolón com relativo sucesso (recomendo, neste sentido, seus livros Palavras cruzadas e Histórias de divã), mas poucos possuem a sensibilidade, e mesmo a humanidade, de Yalom. 

Em seu novo livro, o autor, atualmente com 86 anos, traz à tona, como já havia feito no maravilhoso De frente para o sol, o tema da morte. Contemplando a própria morte e a de seus pacientes - vários portadores de doenças terminais - o autor faz uma profunda e necessária reflexão sobre a vida. O próprio título do livro trata desta questão e se refere a um trecho das Meditações de Marco Aurélio que afirma o seguinte: 

"Somos criaturas de um dia, tanto os que lembram quanto os que são lembrados. 
Tudo é efêmero, tanto a lembrança quanto o objeto da lembrança.
Em breve você terá esquecido o mundo e o mundo o terá esquecido. 
Nunca esqueça que logo você não será ninguém nem estará em lugar nenhum". 

As histórias retratadas no livro são protagonizadas, em grande parte, por indivíduos que se encontram em profundos dilemas na vida, alguns relacionados à proximidade com a morte. É difícil não se identificar. Mas o autor não se limita a reproduzir o diálogo entre paciente e terapeuta, oferecendo ainda preciosas dicas e reflexões para terapeutas. Em certo momento, refletindo sobre a impossibilidade de se descobrir como uma terapia funciona, Yalom afirma: 

"Nós, terapeutas, lutamos intensamente pela precisão em nosso trabalho e aspiramos a ser empiristas bem-afinados, tentando oferecer soluções precisas para elementos rompidos no histórico afetivo de nossos pacientes ou em sequências de DNA. No entanto, as realidades de nosso trabalho não se enquadram nesse modelo e com frequência, vemo-nos improvisando à medida em que nós e nossos pacientes tropeçamos juntos na jornada rumo à recuperação. Eu costumava me abater com isso, mas agora, nos meus anos dourados, assobio baixinho para mim enquanto me maravilho com as complexidades e a imprevisibilidade do pensamento e da conduta humana". 

Em outro momento, faz outra declaração com a qual eu concordo 100%: 

"Durante minha formação como analista, muitas vezes achei as categorias oficiais de diagnóstico problemáticas. Em estudos de casos, muitos dos consultores discordavam do diagnóstico apropriado do paciente e acabei percebendo que as discordâncias geralmente advinham não de erros médicos, mas de problemas intrínsecos à atividade do diagnóstico. Durante minha gestão como chefe da enfermaria do Hospital de Stanford, eu dependia do diagnóstico para tomar decisões sobre o tratamento farmacológico mais eficaz. mas em meu consultório de psicoterapia, nos últimos 40 anos, com pacientes com transtornos menos graves, passei a julgar o processo diagnóstico irrelevante e a acreditar que as condições por que nós precisamos passar para atender às exigências de diagnósticos precisos dos planos de saúde são prejudiciais ao terapeuta e ao paciente. No procedimento diagnóstico, não somos fiéis a realidade. As categorias de diagnóstico são inventadas e arbitrárias, são produto do voto de comissões e passam por profundas revisões a cada década"

No epílogo, Yalom complementa esta declaração fazendo uma pertinente crítica às formações atuais em psicoterapia nos EUA, que privilegiam abordagens empiristas (como a Terapia Cognitivo-Comportamental) em detrimento de abordagens humanísticas. Apesar de ter como norte na minha prática clínica a TCC, não tenho como discordar de suas críticas. Diz Yalom: 

"A maioria dos cursos de treinamento atuais - geralmente sob pressão de conselhos ou planos de saúde - oferece instrução apenas para terapias breves 'de base empírica' que consistem de técnicas específicas abordando categorias de diagnósticos distintas, como depressão, transtornos alimentares, ataques de pânico, transtorno bipolar, vícios ou fobias específicas. Temo que o foco atual na educação acabe resultando em perder de vista a pessoa integral e que a abordagem humanística que usei com esses dez pacientes logo venha a se extinguir. Embora os estudos sobre a psicoterapia eficaz constantemente mostrem que o fator mais importante determinando o resultado é o relacionamento terapêutico, a textura, a criação e a evolução desse relacionamento, raramente são o foco de treinamento em cursos de graduação". 

Uma pena realmente, mas não se preocupe Dr. Yalom. O senhor pode não ter lá muitos anos pela frente (vai saber, né?) mas suas palavras ficarão e ainda inspirarão muitas pessoas - dentre as quais muitos psicólogos e psicoterapeutas. Embora a "abordagem humanística" a que o senhor se refere - ou seja, aquela que leva em conta o sujeito como um todo e não somente o seus (supostos) transtornos - venha perdendo cada vez mais terreno, sempre haverão, acredito, psicoterapeutas rebeldes que não aceitarão o papel de meros técnicos aplicadores de manuais de tratamento. Creio que o entendimento da terapia como um espaço de criação de uma relação autêntica entre terapeuta e paciente ainda terá lugar, mesmo em um mundo dominado por abordagens empiristas e farmacológicas. O motivo é simples: as pessoas precisam, assim como sempre precisaram e precisarão, de relações e trocas humanas autênticas. É por isso que mesmo diante de todas as possibilidades farmacológicas disponíveis atualmente, as pessoas ainda procuram psicólogos e psicanalistas para lidarem com seus problemas e dilemas.