
Em seu blog, o crítico de cinema Pablo Villaça, transcreveu um brilhante diálogo da série In treatment que diz muito sobre o trabalho do psicoterapeuta e da importância deste fazer terapia pessoal continuamente. Na cena descrita o terapeuta Paul, que está vivendo um período conturbado em sua vida pessoal, conversa com sua própria terapeuta, Gina:
- Como eu vou ajudar meus pacientes se minha própria vida está uma bagunça? Você contrataria um bombeiro caso soubesse que todos os encanamentos da casa dele estão entupidos?
- Não é a mesma coisa. Você é um psicoterapeuta profissional.
- Mas não um marido, um pai ou um filho profissional.
- Não, não é. Como homem, você é uma espécie de animal na selva: você vive o cotidiano tentando proteger seu território e sua família. Como terapeuta, você está observando certos integrantes do rebanho à distância, através de binóculos. Estas são duas formas muito diferentes de enxergar a vida. E você não pode se observar através de binóculos.
- Mas é por isso que estou aqui.
- Correto.
- Como eu vou ajudar meus pacientes se minha própria vida está uma bagunça? Você contrataria um bombeiro caso soubesse que todos os encanamentos da casa dele estão entupidos?
- Não é a mesma coisa. Você é um psicoterapeuta profissional.
- Mas não um marido, um pai ou um filho profissional.
- Não, não é. Como homem, você é uma espécie de animal na selva: você vive o cotidiano tentando proteger seu território e sua família. Como terapeuta, você está observando certos integrantes do rebanho à distância, através de binóculos. Estas são duas formas muito diferentes de enxergar a vida. E você não pode se observar através de binóculos.
- Mas é por isso que estou aqui.
- Correto.
Adorei esse diálogo, pq mostra que um Psicólogo tb tem problemas pessoais, sofre com desequilíbrio emocional, pois é um "Psicólogo profissional", tem suas técnicas e instrumentos de trabalho para alcançar seus objetivos, mas não é um "ser-humano profissional". É preciso mesmo desmistificar nossa profissão, outros estereótipos que temos é de vidente e doido.
ResponderExcluir